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Facebook: Multa de 110 milhões euros por informação enganosa

18 de Maio de 2017 às 09:49

Facebook: Multa de 110 milhões euros por informação enganosa

18 de Maio de 2017 às 09:49
Facebook WhatsApp


Foi em fevereiro de 2014 que a gigante Facebook adquiriu o serviço de comunicações Whatsapp. A Comissão Europeia considerou agora que o Facebook forneceu “informação enganosa” na altura da aquisição do serviço de mensagens WhatsApp e, por isso, foi-lhe aplicada uma multa de 110 milhões de euros (122,4 milhões de dólares).Saiba o que está em causa!
O caso remonta a 2014, altura em que o Facebook comprou o serviço Whatsapp. Desde essa altura que o negócio tem vindo a ser investigado, mais concretamente o processo de fusão ao nível da identidade dos utilizadores dos dois serviços.Esta quinta-feira a entidade responsável pela regulação do mercado da concorrência na União Europeia (UE) considerou que a empresa responsável pela rede social prestou “informação enganosa” na altura em que adquiriu o serviço de mensagens WhatsApp.A Comissão descobriu que, contrariamente às afirmações do Facebook, no processo de revisão de fusões de 2014, a possibilidade técnica de corresponder automaticamente às identidades dos utilizadores do Facebook e do WhatsApp já existia e que os funcionários da empresa estavam cientes dessa possibilidadeNa rede social Twitter, comissária europeia da concorrência, Margrethe Vestager, referiu que são necessários factos corretos para fazer o melhor trabalho. O Facebook foi multado em 110 milhões de euros por fornecer informação errada/enganosa quando adquiriu o WhatsApp. SeguirMargrethe Vestager ✔@vestagerWe need accurate #facts to do our job. @facebook now fined 110 mio € for giving wrong/misleading information when it took over WhatsApp.07: 53 - 18 May 2017  197197 Retweets  117117 favoritosInformações e privacidade no Twitter AdsFalta agora saber se o Facebook vai aceitar esta decisão e pagar a multa ou simplesmente recorrer da mesma nas entidades competentes.source: pplware.sapo.pt

O Facebook Live também já chegou aos computadores pessoais

23 de Março de 2017 às 09:50
Facebook


Desde que foi apresentado em 2016 que o Facebook Live tem sido um exclusivo dos dispositivos móveis. Esta forma de partilhar vídeo em direto foi bem aceite e está entre as funcionalidades mais usadas hoje em dia.O Facebook estava a preparar a sua passagem para as restantes plataformas, tendo agora apresentado de forma oficial o Facebook Live nos browsers dos computadores pessoais.
Já se sabia que o Facebook queria alargar o Facebook Live e dar a todos os utilizadores a possibilidade de transmitirem ao vivo. Os testes existiam e sabia-se que não iam demorar.Pois agora foi anunciado que o Facebook está disponível para todos, diretamente do desktop e com as mesmas capacidades que as versões móveis. Esta é a forma que o Facebook encontrou para competir com o YouTube Gaming e com o Twitch.O Facebook resolveu alargar ainda mais o Facebook Live e a versão desktop tem algumas particularidades únicas. Como está num PC, o Facebook resolveu permitir a utilização de software de streaming, não se limitando apenas à câmara web do utilizador.Com esta particularidade passa a ser possível ter vídeos compostos com multi ecrã ou PiP, por exemplo. É por isso perfeito para a transmissão de jogos ou outros eventos.Claro que para uma utilização mais simples e mais rápida, a câmara web será suficiente, não tendo quaisquer requisitos.A nova opção Facebook Live vai estar já disponível para todos, podendo ser encontrada no topo do News Feed ou da Timeline. Basta procurarem por Vídeo em direto, escrever um comentário sobre o vídeo e estão prontos a transmitir.Se são utilizadores da versão móvel do Facebook Live, então vão sentir-se completamente à vontade com a versão desktop. A adição de software externo torna-a ainda melhor e mais preparada para transmissões completas, sendo mais um player neste campo.Via Facebooksource:pplware.sapo.pt

Fique atento: o Facebook sabe mais sobre si do que imagina

13 de Março de 2017 às 10:00
Facebook

Data Selfie é uma extensão do Chrome que regista os seus dados enquanto está no Facebook. Essa informação é tratada por um algoritmo que cria um relatório com características sobre o utilizador.O Facebook guarda e tem acesso a uma grande quantidade de dados sobre os seus utilizadores, mas acabamos por nunca ter noção do “quanto” sabem sobre nós. Agora já é possível ter esse conhecimento com a extensão do Google Chrome Data Selfie.Esta nova extensão pretende dar um vislumbre do quanto da sua informação é guardada pelo Facebook. Esta é a maneira mais aproximada de ter acesso a alguns dos seus dados, a não ser que trabalhe mesmo para a rede social.Uma vez que adicionar a extensão ao Chrome, a Data Selfie faz o mesmo do que o Facebook: localiza e guarda a atividade do utilizador na rede social criada por Mark Zuckerberg.Tudo é guardado pelo Facebook, desde os cliques ao que é publicado. A extensão armazena a informação toda mas não a partilha. Depois de algum tempo de uso, é possível pedir um relatório que permite explorar toda a sua atividade, criando um perfil. O relatório mostra desde as informações mais básicas, como as páginas em que passa mais tempo, até à sua ideologia política ou crença religiosa.Este conjunto de dados que é guardado pelo Facebook pode ser muito poderoso, e é mesmo possível criar um perfil do utilizador muito rigoroso.A Data Selfie utiliza algoritmos do IBM Watson e da Universidade de Cambridge, para interpretar os dados sobre o utilizador; é um processo semelhante à forma como o Facebook segmenta os anúncios com base nos cliques, gostos e tempo gasto em páginas.Se estiver curioso em saber a quantidade de informação que está a fornecer sem se aperceber, e o quanto os “cliques” dizem sobre si, pode fazer o download da extensão aqui.
source: http://www.jornaleconomico.sapo.pt

Facebook: É hora de desinstalar as apps de meteorologia

10 de Fevereiro de 2017 às 10:00
Facebook


Aos poucos e poucos, a maior rede social digital do mundo vai disponibilizando serviços bastante úteis que acabam por “prender” o utilizador dentro da própria plataforma.Desta vez o Facebook lembrou-se de começar a disponibilizar (e bem) informações sobre meteorologia. Saiba como ver já essa informação na web ou via app móvel.
É hora de começar a desinstalar as apps de meteorologia pois, a rede social Facebook, passou a ter uma funcionalidade que permite ter acesso a esse tipo de informação. Com uma interface bastante simples mas agradável, o utilizador pode ver a previsão hora a hora, para seis dias.Como ver a meteorologia no Facebook?Para aceder à informação da meteorologia basta ir a Menu e depois procurar por Tempo, como mostra a figura seguinte.De acordo com o próprio Facebook, esta funcionalidade chegará a 95% dos utilizadores já este mês. A localização do utilizador é obtida automaticamente mas, acedendo às Definições, dentro da interface Tempo, é possível adicionar mais localizações.source: pplware.sapo.pt

O Facebook está perto de chegar aos 2 mil milhões de utilizadores

2 de Fevereiro de 2017 às 10:12
Facebook


O Facebook, a maior rede social da Internet, tem atravessado momentos menos bons nos últimos tempos. O escândalo das notícias falsas tem assombrado os utilizadores que olham agora com desconfiança para o que é publicado.Mas mesmo com esta aura negativa a pairar sobre o Facebook, os utilizadores não deixam de passar horas ligados a ela e a partilhar tudo o que conseguem. Os resultados do último trimestre de 2016 revelam novamente números recorde e que o interesse no Facebook não parece abrandar.
Foi há poucas horas que Mark Zuckerberg revelou os números do final de 2016. Para além dos muito importantes valores de receita e de lucro, um novo dado foi apresentado.Os milhões de utilizadores que o Facebook tem diariamenteO Facebook tem já 1,23 mil milhões de utilizadores diários, com 1,15 mil milhões a acederem via dispositivos móveis. Mensalmente os utilizadores ativos são 1,86 mil milhões e 1,74 mil milhões acedem de dispositivos móveis.Curiosamente, estes números, que são únicos para uma rede social ou para um qualquer serviço, representam um crescimento de apenas 3,91% face ao último trimestre, o que é menor que os 4,67% apresentados há alguns meses.As receitas e os lucros do FacebookMas porque é uma empresa que visa o lucro, foram também conhecidos os resultados financeiros do último trimestre. Neste trimestre, o Facebook apresentou 8,8 mil milhões de dólares em receitas e 3,56 mil milhões de dólares em lucros. A publicidade apresentada nos dispositivos móveis representou 84% das receitas deste trimestre.No total do ano de 2016, o Facebook conseguiu encaixar 27 mil milhões de dólares, que representam um aumento de 57% face ao ano anterior. Grande parte deste crescimento pode ser atribuído ao Instagram, WhatsApp e Facebook Messenger.Os resultados dos restantes serviços do FacebookOs serviços complementares ao Facebook foram também alvo de apresentação. Mark Zuckerberg revelou que o Instagram passou recentemente a marca dos 600 milhões de utilizadores. O Messenger tem já 400 milhões de utilizadores a usar mensalmente as chamadas de voz e vídeo e o WhatsApp tem mais de 1,2 mil milhões de utilizadores mensais, que enviam 50 mil milhões de mensagens todos os dias.Estes são números impressionantes em toda a sua dimensão e que mostram que o Facebook continua a crescer de forma sustentada, reforçando a sua posição como a rede social mais importante da Internet.
source: pplware.sapo.pt

Apps móveis do Facebook deixaram de consumir tanta bateria

12 de Janeiro de 2017 às 09:58
Facebook


As aplicações móveis do Facebook são das que mais bateria consomem. Já por diversas vezes foi provada esta situação, assim como algumas recomendações já foram dadas para que estes consumos anormais sejam ultrapassados.O Facebook sempre reconheceu o problema, garantindo aos utilizadores que o trataria num futuro próximo, mas que na verdade nunca chegou. A última mensagem da empresa mostra agora o contrário, relatando que esse problema estará resolvido.
Os problemas das aplicações móveis do Facebook não são novos. Estas apps consumem bateria de forma anormal e depressa conseguem deixar um smartphone sem funcionar.As alternativas são várias, mas todas passam pela não utilização do Facebook e do Messenger, recorrendo ou a versões mais leves do próprio Facebook, a aplicações de terceiros ou às versões web desta rede social.Os utilizadores desesperaram durante vários anos, aguardando por uma solução que parecia não chegar. Mas o Facebook, através de David Marcus, um dos directores responsáveis pelo Messenger, revelou agora que o problema estará finalmente resolvido, precisando apenas de uma intervenção minima dos utilizadores.10 janChris @bestsportnascar@davidmarcus @alxpap Please do a twitter search of Facebook battery. It is not unique to the beta. Many people are experiencing the same. Messenger & FB in BG SeguirDavid Marcus ✔@davidmarcus@bestsportnascar @alxpap issue was isolated and fixed server side. If you restart Messenger the problem should be gone now. Very sorry.19: 51 - 10 jan 2017  3434 Retweets  8080 favoritosA solução para os problemas de bateria do FacebookSegundo foi explicado por David Marcus, o problema foi isolado e resolvido do lado dos servidores do Facebook, sendo agora apenas necessário reiniciar as aplicações para que os problemas de bateria desapareçam de vez.Para o fazerem, e se não pretenderem estar a terminar a aplicação através do gestor do Android, recomendamos que façam um simples desligar e ligar do telefone.Resta saber se o problema de consumo de bateria está finalmente resolvido e se as aplicações vão agora conseguir consumir menos carga das baterias.source: pplware.sapo.pt

Facebook introduz anúncios nos vídeos e avança para a monetização

10 de Janeiro de 2017 às 09:39
Facebook

As páginas profissionais (meios de comunicação, marcas) vão poder ganhar dinheiro com os vídeos publicados na plataforma. As receitas vão ser geradas de forma semelhante à praticada no YouTube.


O Facebook pode estar prestes a tornar os vídeos publicados na sua plataforma num negócio semelhante ao do YouTube.Segundo avança o Recode esta segunda-feira, a rede social vai introduzir anúncios nos vídeos ali publicados de forma a gerar mais receitas para o site e para os próprios criadores do conteúdo.De acordo com a publicação, que cita fontes não identificadas, a publicidade não será introduzida em vídeos caseiros, mas sim em conteúdos produzidos por profissionais que vão, com este acordo, poder arrecadar 55% com a venda de cada anúncio.A rede social revelou em 2016 que os seus utilizadores estavam a assistir a cerca de 100 milhões de horas de vídeo por dia, mas as publicações e as marcas que têm investido na sua presença em vídeo naquela rede social não têm obtido grande retorno financeiro com esse trabalho. No passado, as soluções que o Facebook encontrou para monetizar este tipo de conteúdo passou pela criação de uma divisão espacial dentro do próprio site e pela viabilização da publicação de conteúdos patrocinados por uma terceira marca. A introdução de propaganda no meio de um vídeo que surge no NewsFeed, no entanto, pode representar uma revolução neste modelo dada a quantidade de público a que cada vídeo é exposto.Os rumores dizem ainda que os anúncios só deverão surgir em vídeos que tenham mais de 90 segundos e após 20 segundos de visualização.Contactado pelo Recode, o Facebook preferiu não comentarsource: pplware.sapo.pt

Facebook Messenger já tem jogos… e dá para jogar em rede

30 de Novembro de 2016 às 09:41
Facebook Menssenger

O Facebook Messenger é uma das plataformas de messaging mais populares da actualidade. Com mais de mil milhões de utilizadores mensais, oFacebook Messenger permite agora que os utilizadores joguem com os seus contactos.Conheçam quais os jogos que estão disponíveis.
O Facebook Messenger lançou hoje a plataforma Instant Games, desenvolvida em HTML5, com jogos para Android e iPhone. Esta novidade chegou a mais de 30 países e estão já disponíveis os seguintes 17 jogos:Pac-ManGalagaArkanoidSpace InvadersTrack & FieldShuffle Cats MiniWords With FriendsHexEverwingEndless LakeTemplar 2048The Tribez Puzzle Rus2020 ConnectPuzzle BobbleZookeeperBrick PopWorldalot Express.Facebook Messenger Instant GamesComo requisito, é apenas necessário ter um dispositivo com iOS 8, ou superior, ou então Android 5.0, ou superior. Por enquanto, esta novidade ainda não está disponível para Portugal, mas deverá estar em breve.Via Facebook

Mark Zuckerberg nega que Facebook tenha influenciado resultados da eleição

15 de Novembro de 2016 às 11:04
Facebook Trump


O líder da rede social garante que as notícias falsas espalhadas pelo Facebook não deram a vitória a Donald Trump, e mostra-se orgulhoso porque o Facebook "deu a voz" a muitas pessoas nas eleições.


O líder e fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, nega que a rede social tenha influenciado o resultado das eleições presidenciais nos Estados Unidos. Depois de o Facebook ter sido acusado de ter permitido a vitória a Donald Trump devido à facilidade com que propagam notícias falsas, Zuckerberg veio garantir que trabalha diariamente para melhorar a forma como a rede social apresenta conteúdos, e mostrou-se “orgulhoso” do papel do Facebook ao “dar uma voz às pessoas neste eleição”.

Numa mensagem publicada na sua própria página do Facebook, Mark Zuckerberg reconhece que “depois da eleição, muitas pessoas perguntam até que ponto é que as notícias falsas contribuíram para o resultado”. O fundador da rede social mais utilizada do mundo sublinha que, “de todo o conteúdo do Facebook, mais de 99% do que as pessoas veem é autêntico”. Além disso, “as notícias falsas que existem não são limitadas a uma única visão partidária, nem sequer à política”, pelo que “é extremamente improvável que as notícias falsas tenham mudado o resultado da eleição numa direção ou na outra”.

app-facebookMark Zuckerbergno sábadoI want to share some thoughts on Facebook and the election.Our goal is to give every person a voice. We believe deeply in people. Assuming that people understand what is important in their lives and that they can express those views has driven not only our community, but democracy overall. Sometimes when people use their voice though, they say things that seem wrong and they support people you disagree with.After the election, many people are asking whether fake news contri...Ver mais186 mil14 mil14 mil
O grande problema no que toca às notícias falsas, admite Zuckerberg, é que “identificar a verdade é complicado”. “Enquanto muitas podem ser completamente desacreditadas, uma grande quantidade de conteúdos, incluindo de meios tradicionais, têm muitas vezes a ideia geral correta, mas com alguns detalhes errados ou omitidos”, exemplifica. “Temos de ser extremamente cautelosos quando nos tornamos, nós próprios, os árbitros da verdade”, conclui.As acusações relativas às notícias falsas no Facebook surgiram depois do aparecimento de uma publicação que dava conta do apoio do Papa Francisco a Donald Trump, e de uma outra em que se lia que um dos agentes do FBI que investigavam o caso dos emails de Hillary Clinton tinha morrido. Todas estas informações foram depois desmentidas. Na entrevista que deu à CBS, Trump assumiu que a presença nas redes sociais o ajudou a chegar mais facilmente aos seus eleitores.
source: observador.pt

O Facebook pode ter ajudado Trump a ganhar as eleições

14 de Novembro de 2016 às 09:39
Trump Facebook

O mundo ainda está a recuperar de um cenário que a comunicação social nos vendeu como desastroso, isto é, o cenário em que Donald Trump seria eleito o 45º Presidente dos Estados Unidos.Na realidade, quem perdeu, de forma transversal, foram os canais de comunicação social especializados em política, isto porque “venderam” a ideia que o mau era Donald Trump e a menos má seria Hillary Clinton. Isto é, os orgãos de comunicação acreditam ter o poder para fazer pender a votação para o lado do seu “protegido”. Mas desta vez correu mal. O Facebook parece que ganhou.
Fazendo um périplo pelos jornais, facilmente percebemos que praticamente todos os grandes jornais dos EUA ou declararam apoio a Hillary Clinton ou deixaram de o endossar a Donald Trump na campanha de 2016. E isso inclui o seu suporte, cobertura e opiniões dedicadas que no passado foram fiéis a candidatos do Partido Republicano.Na verdade, a impressa americana, incluíndo a TV, foi surpreendida pelo facto da sua influência poder ter sido mínima em comparação com o Facebook. A Imprensa ganha eleições?Por vezes parece que ganha… ou até poderá ter mais influência do que parece. Em 1992, na eleição-geral do Reino Unido, o tablóide The Sun gabou-se de ter “vencido” a eleição para o Partido Conservador, que estava em situação delicada na disputa com os Trabalhistas. Agora, os rumores parecem apontar para que nos EUA, o Facebook tenha sido de tal forma popular que fez mesmo Trump um vencedor. Mas como poderá o Facebook ter ajudado Trump?Então, o argumento principal é que 156 milhões de americanos têm contas no Facebook e, de acordo com as pesquisas, pelo menos dois terços deles usam a rede social como fonte primária de notícias.Essas notícias podem, volta e meia, ser originárias da imprensa, de toda, até dos jornais que endossaram apoio a Hillary. Mas o que cada utilizador vai ver dependerá de quem são os seus amigos e do que eles partilham.Daí vem a noção de uma “bolha”: pessoas que estavam inclinadas a votar em Trump na eleição da última terça-feira apenas viram histórias que refletiam a sua visão do mundo. E o mesmo se deu com aqueles que simpatizavam com Hillary.É claro que podemos dizer que esse tipo de filtragem sempre ocorreu – pessoas de orientação liberal tendiam a ler jornais liberais. Pessoas mais conservadores encontravam as suas ideias refletidas pelo que liam. A diferença é que a maioria dos editores tentava fazer duas coisas – apresentar ao menos algumas opiniões alternativas e assegurar que os factos de qualquer história fossem verificados.Mas no Facebook não existe essa segmentação nem procedimentos. O algoritmo do feed de notícias veicula o que “pensa” ser a sua opinião e a dos seus amigos e certamente não valida qualquer veracidade dos factos. Um exemplo é que, durante a campanha presidencial americana, histórias a acusar Hillary de assassinato ou histórias que tentavam “revelar que o presidente Barack Obama é muçulmano” apareceram nas páginas de pessoas com tendência para apoiar Donald Trump.Sim, também há casos com o outro lado da medalha, todos recebemos algumas. Uma que correu os feeds foi a falsa declaração supostamente feita pelo multi-milionário em 1998, em que ele dizia que seria simples ser candidato pelo Partido Republicano “porque os seus eleitores são burros”, esta declaração continua a circular na rede social graças às muitas partilhas dos americanos que não gostam de Trump.Declaração falsa que foi veiculada no FacebookOs dois grandes partidos americanos (Democrata e Republicano) têm vindo a usar extensivamente o Facebook como arma eleitoral nos últimos anos. Contudo, para Trump, as redes sociais ofereceram uma forma poderosa de levar a sua mensagem directamente ao eleitorado. Ainda mais porque a sua campanha considerava a maior parte da imprensa tradicional como hostil e parcial. Então sem o Facebook Trump não seria o próximo presidente?Esta questão, por tudo o que envolve uma eleição nos Estados Unidos, a particular escolha dos Estados, os Colégios Eleitorais e a forma de pensar do povo americano torna difícil responder, mas parece provável que a comunicação social tenha servido para polarizar opiniões numa campanha eleitoral já acalorada. E que podem ter ajudado a trazer eleitores indecisos para o lado do empresário. E isso questiona a alegação do fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, de que a rede social se trata apenas de uma plataforma tecnológica, não de uma poderosa empresa de comunicação social. O fundador do Facebook também opinouMark Zuckerberg esteve igualmente atento e deixou a sua opinião. Num post revelando o sentimento de estar a “sentir-se esperançoso”, e com uma foto dele a segurar a sua filha bebé, enquanto assistia à cobertura da eleição, o fundador do Facebook revelou que estava a “pensar em todo o trabalho que temos à frente para criarmos o mundo que queremos para as nossas crianças”.Zuckerberg falou especificamente em curar doenças, melhorar a educação, ligar as pessoas e promover oportunidades iguais – e definiu esta missão como “maior do que qualquer presidência”.Nos comentários, diversas pessoas pareceram apreciar o pensamento de Zuckerberg. “Obrigado por estar a usar a sua influência para o bem” foi uma resposta típica.Mas Zuckerberg não apresentou ainda uma reflexão sobre como ele influenciou a forma de encarar esta campanha eleitoral por parte dos americanos e qual teria sido o seu impacto positivo para o processo democrático. Muitos magnatas da comunicação social, no passado, reclamaram para si esse poder, o de conseguir dominar a intenção dos eleitores americanos.Via: BBCAfinal, qual é o poder real do Facebook?