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PacemakersTecnologia

Encontradas mais de 8.600 falhas de segurança em pacemakers

29 de Maio de 2017 às 09:41

Encontradas mais de 8.600 falhas de segurança em pacemakers

29 de Maio de 2017 às 09:41
Pacemakers Tecnologia


Quando se fala em em problemas e falhas de segurança, estes temas são sempre relacionados com equipamentos e sistemas informáticos. A verdade é que há muitos mais dispositivos que podem ser atacados, alguns deles relacionados diretamente connosco.Um estudo levado a cabo por uma empresa de segurança revelou uma preocupante realidade. Os pacemakers podem ser atacados e têm muitas vulnerabilidades.
Dedicados a manter e corrigir falhas no coração e muitas vezes a garantir que estes continuam a bater, os pacemakers são peças vitais e que não podem ter falhas. Tal como outro qualquer dispositivo, também os pacemakers são hoje equipamentos conetados e que permitem trocas de dados com os médicos e com os técnicos que os configuram.A investigação da equipa de segurança da empresa WhiteScope debruçou-se nestes dispositivos e descobriu mais de 8600 falhas, que permitem que os pacemakers sejam atacados e até que sejam remotamente reconfigurados.Ao todo foram avaliados 7 pacemakers de 4 marcas, para que fossem descobertas as suas falhas de segurança, que expõem e deixam vulneráveis todos os que são obrigados a usar estes aparelhos.As falhas encontradas são em várias áreas, desde a simples comunicação entre os pacemakers e os equipamentos que a eles precisam de aceder, que não utilizam qualquer tipo de autenticação. Esta situação abre as portas a ataques que podem simplesmente configurar parâmetros da sua configuração até à colocação de malware que pode colocar em risco a vida do utilizador.Há ainda situações relacionada com a recolha de dados e de informação dos doentes, que é transmitida e guardada de forma clara, sem qualquer mecanismo de cifra e de segurança.Dada a natureza e sensibilidade deste tema, toda a informação e os nomes dos fabricantes foi reduzida ao mínimo ou até omitida, tendo no entanto a garantia de que esta foi passada à empresas que trata destes equipamentos.As investigações da WhiteScope seguem a linha de outras já realizadas, como pode ser visto no vídeo acima, e que pretendiam principalmente alertar para estas situações de potencial perigo para os doentes.Já vários passos foram dados no sentido de exigir maior segurança na criação destes dispositivos, garantindo que os utilizadores não estão expostos e que são protegidos.A Intenet das Coisas já chegou há vários anos à saúde e à indústria que a sustenta, mas também aqui os pontos de segurança parecem ter sido relegados para segundo plano.source: pplware.sapo.pt